Futebol universitário nos Estados Unidos - Parte 1

Bom dia pessoal, fiz uma matéria com mais uns amigos que jogaram ou jogam  futebol universitário nos Estados Unidos e resolvi fazer alguns posts ao longo do tempo sobre o futebol Universitário nos Estados Unidos, começando pela matéria do jornal Correio Braziliense:


Jovens brasilienses tentam unir sonho de estudar e ser jogador profissional

A seleção é rigorosa e as bolsas nunca chegam a 100%, mas quem tentou diz que vale a pena



Pedro Ladeira/Esp. CB/D.A Press


O objetivo é claro: jogar futebol profissionalmente. Com essa meta, três brasilienses decidiram buscar, em universidades americanas, a chance que as instituições brasileiras não oferecem. Se, no Brasil, o caminho para sair do amadorismo são os clubes, nos Estados Unidos, o esporte universitário é a porta de entrada para a liga profissional. E o atleta ainda recebe uma bolsa para estudar. Assim, além de poder se aperfeiçoar no esporte, o aprovado sai com diploma de uma escola estrangeira, a experiência de morar no exterior e inglês fluente.

Luiz Eduardo Junqueira, 25 anos, Leandro Caldas, 23, e Fernando Almeida, 19, estão dispostos a deixar a família e os amigos para encarar a empreitada. Embarcam no fim de julho rumo à América do Norte. Perseguir o sonho, porém, não é tão fácil quanto parece. Ser um excelente jogador de futebol aparece apenas como a primeira de uma série de requisitos no processo para conseguir a bolsa — que, é bom ressaltar, dificilmente chega a 100%. 

Mas qualquer ajuda serve nesses casos, até porque a média de gastos anuais de um atleta com a universidade é de US$ 18 mil, ou R$ 31 mil. O nível de proficiência em inglês, o visto de estudante e a documentação escolar brasileira, traduzida para o inglês, são outras exigências que demandam tempo e fisgam o bolso dos atletas.

O processo é tão longo que Luiz Eduardo, ex-jogador do CFZ, já desistiu uma vez. “É muita burocracia, desanima”, conta. A admissão leva em torno de seis meses, sem contar a fase de testes e idas aos Estados Unidos. Ele, por exemplo, só conseguiu uma vaga após aparecer pessoalmente nas universidades. Deu certo. Recebeu três propostas e optou pela Kean University, que disputa a NCAA, liga universitária americana dedicada aos atletas com melhor nível técnico.

Lá, o rapaz terá bolsa de 60%, moradia e alimentação por conta da escola. “Eu não sei o que vou conseguir, até porque já estou na idade limite para jogar, mas, se não der certo, volto com um diploma de uma universidade muito boa”, considera. Assim como para Luiz Eduardo, a prioridade de Fernando Almeida é se tornar profissional. O rapaz, que já passou pelo Gama, quer aproveitar que ainda está novo e cheio de disposição: “Aqui no Brasil, as oportunidades até surgem, mas lá, acredito que terei mais chances”. Ele vai estudar administração na Buduque College, em Iowa, também com bolsa de 60%.

Outras prioridades

Leandro Caldas até pensa em se tornar profissional, mas não iria para os Estados Unidos se não fosse pela oportunidade de estudar. Já formado em ciência da computação, está em busca da segunda graduação. Vai cursar administração na Briarcliffe College, em Nova York. “Na minha casa, a prioridade sempre foi o estudo, mesmo meus pais me apoiando a jogar futebol”, ressalta. Ele já está pensando em estender a temporada fora para fazer um MBA. “O futebol vai financiar o que quero”, acredita.

No caso de Leandro, o processo para conseguir a bolsa foi menos complicado. Ele jogava pelo Dom Pedro, em 2009, quando o time dos bombeiros disputou duas partidas contra o Botafogo pela Copa do Brasil. Um olheiro o convidou a fazer testes em universidades americanas. Só agora, porém, ele decidiu mesmo ir para lá. E está animado: “Posso sonhar em ser jogador e, de quebra, poder estudar”.

Não deu certo, mas valeu


O consultor técnico em redes, Felipe Amado, 22 anos, se formou, em 2010, em administração voltada para tecnologia da informação, como bolsista da Briarcliffe College. Apesar de ter recebido proposta de trabalho, não se interessou: “Era para jogar na Costa Rica e achei que seria melhor voltar para casa”.

Voltou em janeiro deste ano e já está empregado. “Ter o inglês fluente foi o mais importante”, confirma. Apesar de não ter conseguido realizar o sonho de ser atleta profissional, acredita que a experiência pode ser considerada muito boa: “Pelo menos eu tentei. Aqui no Brasil eu não teria a mesma oportunidade que eu tive lá”. Ele lembra que, no tempo que passou no exterior, as maiores dificuldades foram a distância da família e as diferenças culturais. “As amizades lá não são como aqui. É difícil se adaptar”, avalia.

Conciliar estudos, trabalhos, treinos e campeonatos também foram um desafio. Para pagar a universidade, ele contou com a ajuda de sua madrinha, que mora em Nova York, e com o próprio trabalho, ajudando seu treinador em times pequenos. Ele estudava das 8h às 13h. Treinava até as 16h e depois ia trabalhar. “Isso sem contar as viagens para jogar nos fins de semana. Era puxado, mas muito legal.”

Ligas

Há três ligas esportivas universitárias principais nos Estados Unidos. Dentro de cada uma delas, as escolas competem entre si. A National Collegiate Athletic Association (NCAA) é a maior, com 800 universidades afiliadas e três divisões (D1, D2 e D3). É indicada para atletas de alto nível esportivo e conhecimento de inglês satisfatório. Já a National Association Intercollegate Athetics (Naia) é bem menor. Tem 200 universidades afiliadas e apenas uma divisão. Também é indicada para atletas com nível alto. A Junior College, com 150 universidades e duas divisões (D1 e D2) é melhor para quem quer evoluir no inglês e no esporte.

Saiba mais
Fernanda Soares, diretora da Xsport Athletic Consulting, empresa especializada em fazer o intermédio entre o atleta e as universidades, esclarece alguns pontos em relação ao processo para conseguir a bolsa.

» É preciso ter o ensino médio completo para assumir a vaga na universidade
» A idade ideal para tentar a bolsa é entre 16 e 23 anos, já que a maioria das ligas têm idade limite entre 25 e 27 anos.
» O Toefl decide para que universidade o atleta pode ir. Quanto melhor ele for na prova, maior o leque de opções de instituições de ensino, já que cada uma delas exige nível de proficiência diferente.
» Quem decide viajar deve estar preparado para lidar com as diferenças culturais e climáticas, além dos treinos físicos que costumam ser muito puxados.
» As bolsas nunca começam em 100%. Ela vai depender do potencial do atleta.
» É possível que um atleta que faz universidade no Brasil peça transferência para os Estados Unidos, por meio do programa de bolsas de esporte.

Agradecimento: UniCeub

Para ver a matéria completa direto do site :

11 comentários:

Thiago Lima disse...

Eu acho errado quando temos atletas com uma idade avançada e não poder ter uma chance . Já tenho 27 anos completados no dia 17 de março sei que já estou em uma idade avançada para ser jogador mais a qualidade que eu tenho não é qualquer um que tem no Brasil, deixei o tempo passar e não corri muito atras mais pra quem me conhece sabe que eu deveria estar em campo fazendo muito gol, eu queria muito que vocês me descem uma oportunidade apenas jogar alguns minutos para que vcs tirem uma conclusão sobre mim. Moro em Brasilia e só joguei no Guaráense durante 5 anos

LEO disse...

gostaria de uma oportunidade para fazer um teste em algum time americano de futebol.. meu nome é walter dutra e moro no brasil

Anônimo disse...

Quero joga bola so isso

Anônimo disse...

Meu nome é Fabrício tenho 23 anos moro em São Paulo,num tenho condições de pagar num tem outro modo para conseguir uma bolsa?
meu email fc21-cesario@live.com

Filipe Pereira disse...

Meu nome é Filipe tenho 17 anos moro no interior de São Paulo, já faço faculdade gostaria de saber como que faço para transferir meu curso para lá e jogar futebol, como que eu faço?

Eduardo Alves disse...

Meu nome é Luís Eduardo 22 anos e tenho desejo de estudar e jogar nos EUA, eduardo_luis_alves@hotmail.com

Anônimo disse...

quero muito participar tenho 23 anos
meu email jhonn_4575@hotmail.com

Anônimo disse...

Ola , me interessei na oportunidade me chamo Paulo Henrique fiz 21 anos, atualmente trabalho com instalaçao de internet noçao basica de T.I , sou formado no ensino medio e sou bom de bola tenho facilidade na criação gosto de jogar no meio , tenho 1,83 , 69 kilos
aguardo o contato ,MEU IMAIL : meucontato.sa@hotmail.com Obrigado .

Anônimo disse...

oi, sou renan, tive passagens pelo goias, chapecoense, juventude, e estou voltando a treinar treinamentos físicos para entrar em forma, bom aqui no brasil ja desanimei porque nao encontro oportunidades para tentar, mais so presciso de uma oportunidade. meu email: rtascabatista@hotmail.com, desculpa encomodo e obrigado pela atenção!

JoãoVitor Alves disse...

Oie tenho 19 anos gostaria de fazer um teste para jogar futebol em alguma faculdade americana q vcs se enteressa mim responde

JoãoVitor Alves disse...

Gostaria muito de fazer um teste para pd joga futebol por alguma faculdade americana só goleiro e posso responder bem as exigências

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